Papo de Varzea

Arquivo : dezembro 2014

Agenda da Varzea – Amistosos, finais e Papai Noel – 20/12 à 21/12
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Papo de Várzea

Fim de semana com muitos jogos, amistosos e até Papai Noel vindo do céu! Futebol de varzea. Feliz Natal!

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Sábado, 20/12 e Domingo, 21/12

Copa Ives Ota Negritude Uniex

Sabado, 20/12
14:00h – Anchieta x Jd Regina
15:30h – São Pedro x Santa Rita
17:00h – Kemel Kizomba x Lagoinha VM

Domingo, 21/12
12:30h – Gloria Paulista x Bento Gonçalves
14:00h – Noroeste VF x Botafogo de SM
15:30h – Só Humildade x Leões Unidos

Campo do Negritude Arthur Alvim

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Sábado, 20/12

Evento Beneficente Jogo Amigos do Kauê

15:00h

Campo do Serra Morena

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Domingo, 21/12

Amistoso de Confraternização

09:30h – CAI x Confraria dos Boleiros

Local: Rua Francisco Nóbrega Barbosa, 411

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Sábado, 20/12

Festa de Confraternização AA Miolo da Vila Esperança

13:00h – AA Miolo x Junto & Misturado

local: Rua Alvinópolis, 240

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Sábado, 20/12

Jogo Festa

16:00h – AE Ouro Preto x MAC

Campo CDC MAC

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Sábado, 20/12

2ª Copa Magnólia – FINAL

15:00h – Só na Bola x 12 do Cinga

Campo CDC Cecília Meirelles – Magnólia

 

Sábado, 20/12

Copa São Pedro – FINAL

15:00h – AE Sedex x Praça do AE Carvalho

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Domingo, 21/12

Natal das Crianças CDC Jardim Regina

12:00h – Chegada do Papai Noel e Mamãe Noel de Helicóptero

Campo CDC Jd. Regina

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Sábado, 20/12

Amistoso

Das 09:30h Às 12:00h – Samba x Rap

Campo Oswaldo Brandão

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Domingo, 21/12

Festival DoLadoDeCá – Entrega dos Bandeirões

13:00h – Vida Loka x Dha Q Brada
14:30h – Vila Fundão x Jd. Elba

Campo CDC Jd. Ibirapuera

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Domingo, 21/12

Copa Lapenna 2014 – FINAL

09:30h – Esporte Clube Vera Cruz x Kizomba
10:30h – Lapenna x Nove de Julho

FINAL
13:00h – Esporte Clube Vera Cruz x Os Caretas

Local: Rua Serra da Juruoca, 112

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Domingo, 21/12

Jogo das Estrelas Represa Nova

08:30h – Preto x Branco

Campo do Represa Nova

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Sábado, 20/12

Jogo de Final de Ano GR Inajar de Souza

Bateria do Inajar x Torcida do Inajar

Campo da Divinéia

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Sábado, 20/12 e Domingo 21/12

SAET – Festa de Confraternização

Local Clube dos Securitários – Itaquera

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Sábado, 20/12 e Domingo,21/12

Confraternização Botafogo / Guaianases

Sábado, 20/12
14:00h às 18:00h – Escola de Futebol

Domingo, 21/12
14:00h às 18:00h – Confraternização

Local Rua Profº Alexandre Monat, 166

Por Carlão Carbone


Dez dicas de um jogador que passou por peneira até na Inglaterra
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Papo de Várzea

Nike Global Showcase 2014 - Day 3 UK Brief

A partir de janeiro, o carioca Alexandre Teixeira vai treinar por três meses no centro de treinamento da seleção da Inglaterra, em Londres. O objetivo é convencer um clube europeu a apostar em seu talento. Serão 12 semanas de preparação por lá, uma verdadeira mega-peneira.

E de peneiras ele entende. Aos 16 anos, ele é um especialista no assunto. Já passou por cinco clubes diferentes, com peneiras em cada um deles, além de testes frustrados em outros clubes. Só para ganhar a oportunidade de ir para a Inglaterra, para participar do programa Os procurados, da Nike, ele passou por testes no Brasil reunindo cerca de cinco mil garotos.

Foram peneiras para entrar na seleção do Aterro do Flamengo, tradicional reduto das peladas no Rio. Testes para ficar entre os melhores do Brasil nos Procurados. E três dias jogando na Inglaterra, para ser um dos oito escolhidos para o estágio final de três meses no CT inglês.

Para quem quiser seguir seus passos, aqui vão as dicas:

A bola tem uma língua própria

Quando fui para a Inglaterra, eu só falava o básico do inglês. Às vezes, os técnicos começavam a falar e eu não entendia tudo. Alguns falavam muito rápido. Mas quando a bola rolava, o futebol tem uma língua própria, você acaba se entendendo.

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Faça amigos

Nos momentos em que eu não entendia, era só olhar ao lado. Como tinha jogadores de mais de 30 países por lá, todos estavam na mesma situação. Então, um ajudava o outro.

Jogue no ataque

Um dos problemas das peneiras é que você precisa aparecer. Os atacantes e meias pegam mais na bola. Mas depende muito do time que você pega. Se cair em um time bom, quem joga para frente vai aparecer mais. Mas, se seu time for ruim, quem vai aparecer mais são os zagueiros. Depende de você buscar o jogo.

Vá para cima

Na peneira, às vezes é preciso ser fominha. Você precisa impressionar quem está fazendo a observação. E o foco é, sempre, ver se o jogador consegue mostrar que tem chegada na área. É importante ter foco nisso e chamar atenção para você.

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Saiba a sua posição

Eu fui aprovado na Inglaterra porque os técnicos disseram que eu sabia exatamente o que minha posição exigia. Eu joguei de meia aberto, mais ou menos como faz o Willian, no Chelsea. É preciso saber se posicionar e chamar o jogo. Saber o momento para driblar, de ir para cima.

E se comunique

Não é só a sua habilidade que conta. Sua capacidade de liderança também é avaliada. Por isso, fale. Grite. Tente orquestrar seu time, mostre que você também pensa no coletivo. Quem é tímido não tem vez.

Ignore as provocações

Principalmente no Brasil, eu já ouvi muita coisa de zagueiro. Intimidação mesmo. Começava com “Daqui você não passa”, passava por pisão no tornozelo e acabava com “Vou quebrar o seu joelho”. É só não ligar e fazer o seu jogo.

Provoque também

Quando você consegue aquele drible bonito, passa pelo zagueiro que tentou te intimidar, é sempre bom retribuir. Quando algum zagueiro me irrita, eu costum responder, depois do drible: “Ué, você não ia me quebrar?” ou então “Ih, está me procurando até agora…”

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Busque sempre a próxima peneira

Eu comecei a jogar bola na rua, passei pelo futebol de salão e fui para o campo. Foram muitos testes. Você tem de estar disposto sempre a procurar lugar para fazer testes. Nunca tive empresário, então fui sempre buscando as peneiras. Perguntando, sem ter vergonha. Fiz uma em Itaguai em que passei por três dias e fui dispensado.

Não desista

Meu último clube foi o Búzios. Quando o time terminou, desanimei. Achei que o sonho de ser jogador tinha acabado. Quando entrei na seleção do Aterro, tive de enfrentar mais de cinco mil garotos por uma vaga. Não desisti e hoje tenho a chance de passar três meses na Inglaterra.

Por Bruno Doro


Técnico campeão da Copa Kaiser é contratado por time profissional
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Papo de Várzea

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Hoje parece raridade, mas sempre aparece um jogador de futebol que estava na várzea a aparece no futebol profissional. O Santos, mesmo, nessa temporada tinha dois: Leandro Damião, que defendeu os times da Zona Sul como Família Tupy City e Nós Travamos, e Rildo, a maior revelação do Noroeste, da Vila Formosa. Mas um técnico fazer a transição? Isso é um pouquinho mais raro.

Foi justamente isso que conseguiu Ederson Araújo, campeão da última edição da Copa Kaiser, em junho, pelo Nove de Julho, da Casa Verde – e, provavelmente, o técnico mais jovem que já levantou o técnico. Ele está trocando o futebol de várzea pelo profissional: foi contratado para ser assistente técnico do Atibaia, na Série A-3 do Campeonato Paulista.

Aos 32 anos, mais novo do que boa parte de seus comandados, Ederson recebe uma recompensa merecida. Na final da Copa Kaiser, por exemplo, boa parte da vitória do Nove de Julho sobre o Leões da Geolândia, da Vila Medeiros, veio dele: seu time era menos técnico do que o rival, mas entrou em campo bem armado e dominou as ações. Quem quiser ler um pouco mais sobre o trabalho do técnico, pode entrar nesse post: Histórias do país da Copa – a importância de um recorde.

Ederson tentou a sorte como jogador, mas não conseguiu dar aquele passo decisivo para tornar o esporte uma carreira: passou pelas categorias de base do XV de Piracaba, se profissionalizou no Fabril, de Minas, mas se aposentou aos 19 anos, quando se casou – uma confusão com a empresa que geria sua carreira também ajudou no adeus.

O convite do Atibaia veio, também, em um bom momento: há um mês, Ederson deixou o emprego de despachante em uma casa de leilões e estava procurando um novo trabalho. Desde o meio do ano, ele estava fazendo o curso de técnico da Federação. “Estava me preparando. Cheguei a fazer um trabalho pelo Atibaia, informal. Agora, veio o convite. Chegou na hora certa”, comemora.

Na equipe do interior, Ederson terá companhias ilustres: o técnico é o ex-atacante Luiz Muller, aquele que fez sucesso pelo Bragantino. E o outro auxiliar é Gil Baiano, o lateral-direito campeão paulista, também pelo Bragantino, com passagem pela seleção brasileira. “O Ederson conhece muito de futebol, tem um olho clínico impressionante e já havia indicado alguns atletas na campanha deste ano na segunda divisão. Agora, como recompensa por seu ótimo trabalho, ganhará uma oportunidade na comissão técnica do clube”, explicou Leonardo Silvério, vice-presidente do Atibaia.

“Será uma grande oportunidade para aprender, ainda mais com o Luiz Müller, que é um grande treinador. Agradeço a confiança da diretoria pelo que já realizamos e espero que agora, aqui no dia a dia, nosso trabalho renda ainda mais frutos”, diz Ederson.

Quem quiser ver o novo técnico em ação ainda na várzea, tem uma última oportunidade. Neste domingo, às 12h30, no estádio do Juventus, na Javari, Ederson vai comandar o Nove de Julho na final da Copa Bozzano Boleiros. O rival será o Mil Graus, da Cidade Ademar. Deve ser a despedida do técnico da equipe da Casa Verde.

“O Ederson estava se preparando para isso, fez o curso de treinador e merece esse sucesso. É uma pena para o Nove de Julho, que agora precisa buscar um novo técnico. Mas agradecemos pelo que ele fez pelo clube”, diz Henrique, diretor do Nove .

Por Bruno Doro


Agenda da Varzea – Finais, festas e jogos – 13/12 e 14/12
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Papo de Várzea

Finais, festas e muitos jogos. Agenda da Varzea bombando nesse final de semana.

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Sábado, 13/12

1ª Copa Coroado Guaianases

3º e 4º Lugar
13:00h – Comando x Vila Itaim

FINAL
15:00h – EC Tiradentes x Ninguém Bom

Campo Arena Coroado

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Sábado, 13/12 e Domingo, 14/12

Copa Ives Ota Negritude Uniex

Sabado, 13/12
14:00h – AA São Pedro x Serfuncaffutt
15:30h – Favela jd Miragaia x GE LAGOINHA
17:00h – Anchieta Ferraz x 100% Favela

Domingo, 14/12
13:00h – Bento Goncalves x Negritude
14:30h – Noroeste VF x EC Modelo
16:00h – X do Morro x Leoes Unidos

Campo do Negritude Arthur Alvim

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Sábado, 13/12

XI Copa Sabadaço de Futebol Amador

15:30h – AR Anhanguera x Novo Oriente

Campo CDC Anhanguera

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Domingo, 14/12

Copa Lapenna – Semi-Final

11:40h – EC Corinmeiras x CAretas FC

Campo do Jau

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Domingo, 14/12

Copa Boleiros Bozzano

Nove de Julho x Mil Graus

Campo Estádio do Juventus / Mooca

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Sábado, 13/12

Super Copa Vila Izabel – FINAL

14:00h – Jd. Jaqueline x U. Vila Yolanda

Campo Toca da Coruja

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Domingo, 14/12

Amistoso Solidário

08:00H – GE Mercado x Confraria dos Boleiros

Campo CDC Bola Preta

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Sábado, 13/12

Super Copa Edição 2014 – FINAL

15:00h – Iporanga FC x MAC Jd. Imbuias

Campo CDC Caldeirão do Iporanga

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Domingo, 14/12

4ª Copa Flor de Vila Formosa – Uniex – FINAL

13:00h – Colina FC x Divisa FC

Campo Flor de Vila Formosa

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Domingo, 14/12

Festa AE Sedex

A partir das 17:00h

Local Campo do Sedex

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Sábado, 13/12

2ª Super Copa Naca de Futebol – FINAL

14:00h – Esquina do Samba FC x Gambiarra FC

Campo Clube Escola Vila Guarani / Clubão

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Domingo, 14/12

II Copa Magnólia – Semi-Final

11:00h – Só na Bola x XI Paulista
12:30h – 12 do Cinga x GTX

Campo CDC Cecília Meirelles

 

Domingo, 14/12

Campeonato Paulista de Futebol Varzeano – FINAL

14:00 – C.E.S.C AGreste/Casa Verde x Dha Q Brada F.S/Freg do Ó

Campo Estádio do Lauzanne Paulista

 

Sábado, 13/12 e Domingo, 14/12

Festival Várzea Solidária – EC Comercial/Pirituba

Sábado, 13/12
09:30h – Vila Mirian x Estrela Bonilha.
10:45h – CDC São José x Vet E.C Jardim Regina/Pirituba.
12:30h – Bar do Tião x Praça da Fumaça.
14:00h – Biquinha F.C/Vila Zatt x Vila Iório.
15:30h – E.C Napóli/Vila Industrial x E.C Classe A/Barra Funda.
17:00h – E.C Comercial/Pirituba x E.C Jardim Verônia/Erm. Matarazzo.
Domingo, 14/12
10:00h – Beer x Vet E.C Classe A/Barra Funda.
11:30h – Vila Real x E.C Comercial/Pirituba (Extra).
13:00h – E.C Jardim Regina/Pirituba x A.B.E Central Leste/Itaquera.

Campo CDC São José

 Por Carlão Carbone


Cara e coragem: o resumo do Mundial de amputados pelo artilheiro do Brasil
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Papo de Várzea

Rogério Almeida, o R9, foi o vice-artilheiro do Mundial de Amputados de Culiacán, no México, que terminou no último domingo. com sete gols. Foi assim que ele viu a competição: 10805672_1500152386931255_7405088195802968392_n Perdemos alguns patrocinadores e só conseguimos confirmar a nossa viagem para o Mundial do México a menos de 45 dias do início da competição. Não tínhamos todo o apoio necessário, mas quem estava nos ajudando foi importante. Conseguimos chegar a Culiacán graças ao apoio de Deka Sports, APTO e Instituto Só Vida.

Quando chegamos, percebemos que tínhamos caído em uma chave muito forte, com Irlanda, Ucrânia e o atual campeão Uzequistão. Passamos pelos dois primeiros jogos ganhando de 2 a 0. Contra os campeões, fizemos um jogão, mas perdemos pelos nossos erros. A classificação para a segunda fase, porém, já estava garantida.

Nas oitavas de final, enfrentamos a Alemanha, que veio pela primeira vez para o Mundial de Amputados. O pré-jogo foi muito tenso. Nosso técnico não sabia como eles jogavam, mas a classificação mostrava que eles eram um time a ser olhado com cuidado. E, claro, existia o reflexo dos 7 a 1, da seleção profissional, na semifinal da Copa do Mundo. Todos lembraram desse jogo, pensando “E agora, e se a gente perde de novo da Alemanha?”.

Mas entramos em campo muito bem e, logo de cara, fizemos o primeiro gol. O segundo veio logo depoi e passamos a administrar o jogo. Terminamos ganhando de 5 a 0 o primeiro tempo. No segundo, continuamos jogando para frente. O resultado, 10 a 0, foi a maior goleada de toda a competição.

Fomos embalados para jogar contra a Rússia, nas quartas de final. Sabíamos das dificuldades que teríamos. A Rússia ainda não tinha perdido jogo nenhum e ainda vinha de goleada, 9 a 1 contra El Salvador, um time forte. Além disso, eles contavam com uma maior preparação física e o calor acabou ajudando. Estávamos bem no primeiro tempo. Cometemos apenas uma falha, mas que acabou resultado no gol russo.

Fomos para o intervalo perdendo por 1 a 0 e voltamos para o segundo tempo para empatar o jogo. Conseguimos pressionar, tivemos bola na trave e tudo. Mas a Rússia é um time frio. Em dois contra-ataques, definiu o jogo. Caímos para a seleção que seria, dias depois, campeã mundial.

No dia seguinte à derrota, fizemos um amistoso contra o Japão. Era a primeira vez que enfrentávamos os japoneses. O jogo foi uma festa. Vencemos por 3 a 2, mas valeu muito mais por vivenciar a alegria dos japoneses, que começaram a jogar há alguns anos, incentivados por um brasileiro, o primeiro a promover o futebol de amputados no país. Mundial é isso: uma oportunidade de conhecer e vivenciar outras culturas.

Não chegamos ao título, mas ninguém ficou abatido. Os quatro times que chegaram às semifinais (Rússia, Angola, Turquia e Polônia) contam com o apoio de seus comitês paraolímpicos. Nós não temos apoio nenhum, já que o futebol de amputados ainda luta para ser reconhecido pelo Comitê Paraolímpico Internacional.

O Brasil tem de melhorar muito para chegar com chances de vitória na próxima edição. Se não começarmos a mudar agora, ficará muito difícil volta a falar em título. Não basta ter talento. Isso nós temos. O que precisamos é de um mínimo de estrutura para ajudar equipes e, principalmente, atletas.

Rogério Almeida


Brasil 10 x 0 Alemanha. Só essa goleada já valeu pelo Mundial de amputados
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Papo de Várzea

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A seleção brasileira de futebol para amputados não vai jogar pelo título no Mundial de Culiacán, no México. Na sexta-feira, a equipe perdeu por 4 a 0 para a Rússia, nas quartas de final. É uma tristeza para o time que buscava o pentacampeonato, mas a performance é de dar orgulho.

Primeiro, vamos ao melhor jogo da seleção: contra a Alemanha, pelas oitavas de final, o Brasil venceu por 10 a 0. “Não conhecíamos a Alemanha. Eles estão em sua primeira participação no Mundial. Então, entramos muito concentrados, focados na defesa. Deu certo. Abrimos 2 a 0 nos primeiros minutos e depois apostamos no toque de bola”, comemorou o artilheiro Rogério Almeida, o R9.

Foi a segunda vez que, em um Mundial para atletas paraolímpicos, os brasileiros deram um jeito de vingar os 7 a 1 da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo. No Mundial para cegos, disputado no Japão, a equipe verde-amarela, comendada por Ricardinho, venceu por 4 a 0 nas quartas de final. O Brasil venceu o torneio, conquistando o tetra mundial.

Antes disso, a seleção de amputados já tinha mostrado força. Na primeira fase, venceu Irlanda e Ucrânia por 2 a 0, antes de perder para o Uzbequistão por 3 a 0. “Nós tivemos jogos muito difíceis. Na derrota para o Uzbequistão, que é o atual campeão mundial, nós erramos muito. Tomamos dois gols de saída de bola”, explicou Rogério.

Agora, o Brasil vai buscar o quinto lugar, no torneio de consolação. O primeiro rival é o Haiti. Terminando em quinto ou oitavo, os jogadores já podem voltar ao país como vencedores. A simples viagem para o México foi uma grande vitória: no meio do ano, a confederação perdeu o patrocínio que os levaram ao último mundial e anunciou que não tinha dinheiro para bancar a participação no torneio mexicano.

Os atletas, então, foram atrás de apoio. O maior deles veio de uma empresa que doou passagens de maneira anônima. Além disso, o material esportivo veio da Deka Sports e a APTO Esportes deu suporte à seleção.

Sobre o futebol de amputados

O futebol de amputados foi criado em 1987, nos EUA. Em menos de 30 anos, tem campeonatos em todos os continentes e 25 países têm seleções disputando torneios. Os pré-requisitos para virar um esporte olímpico já foram atingidos. Resta, apenas, esperar o reconhecimento dos órgãos competentes – para o Rio-2016, por exemplo, futebol só deve ser disputado entre cegos.

No Brasil, a modalidade surgiu dois anos depois. Ainda não é muito popular, são apenas 15 times disputando o Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, o time tem grandes resultados. Além dos quatro títulos mundiais, a seleção também é bicampeã da Copa América.

Além dos resultados, a seleção brasileira de amputados tem também muitas histórias para contar. Um dos jogadores mais atuantes, Rogerinho tem histórias muito engraçadas sobre como ele lida com a sua mobilidade reduzida – ele nasceu com uma má formação congênita e não tem a perna esquerda. Você pode ler um pouco sobre Rogerinho e William, que acabou fora da lista final do Mundial, aqui: Atleta da seleção tetracampeã de futebol só lembra que é amputado no ônibus.

Por Bruno Doro


Finais e jogos – Agenda da Varzea – de 06/12 à 07/12
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Papo de Várzea

Final de semana com jogo jogado! Bora para os campos!

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Sábado, 06/12

Copa Ives Ota / Negritude Uniex

14:00h – Kemel Kizomba x 8 de Maio
15:30h – EC Jd Regina x Bicho Solto
17:00h – Santa Rita x Central Leste

Campo Negritude Arthur Alvim

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Sábado, 06/12

1º Festival do Skina FC

12:00h – Garotos x Fúria
13:30h – Família Bala x Cantareira
15:00h – Skina FC (B) x Social Veteranos
16:30h – Galo x Dorme Sujo
17:30h – Skina FC x Social FC

Campo CEU Meninos

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Domingo, 07/12

Copa Palmeirinha Paraisópolis Tim

Amistoso
12:00h – Amigos Tim x Amigos Paraisópolis

3º Lugar
13:00h – Palmeirinha Paraisópolis x Aliança Pq. Europa

FINAL
14:30h – Rainettes Real Parque x Dragões Jd.Educandário

Campo Arena Palmeirinha Paraisópolis Uniex

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Domingo, 07/12

2ª Copa Inverno 2014 – CDC Estrela Campo Grande

3º E 4ª Lugar
10:00h – Esperança Jd Zilda X Sport Club Vila Remo

Final
11:30h – Aa Parque Regina X Revolução Taboão Da Serra

Campo CDC Estrela Campo Grande

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Sábado, 06/12

Amistoso Futliga

15:00h – Bonanza FC x EC São Joaquim

Campo CEU Meninos

 

Por Carlão Carbone


A Várzea Azul (contra o câncer de próstata) e o Botafogo que dá orgulho
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Papo de Várzea

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Enquanto o Botafogo do Rio de Janeiro está uma vergonha para o futebol profissional, sua filial da várzea só dá alegria. Neste domingo, o Botafogo de Guaianases, tradicional equipe varzeana de 1955, recebeu centenas de pessoas para o encerramento do Várzea Azul, que homenageou jogadores veteranos e proporcionou uma palestra com médico para falar sobre combate ao câncer de próstata. O projeto foi organizado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida.

Lá eu conheci Edmilson Goncalves (à dir. na foto) e Adonias Azevedo (à esquerda). Em comum, os dois fazem parte da história do Botafogo de Guaianases, têm mais de 50 anos e já fizeram exames para saber se está tudo bem com a próstata. “Uma vez, tive um sangramento e fiz meu primeiro exame de toque aos 40 anos. Meu pai tem câncer de próstata, então quero me cuidar”, contou Edmílson, 50 anos, conhecido como Índio e jogador da categoria de veterano.

Já Adonias, aposentado, tem 57 anos e é vice-presidente do time de Guaianases e fez exame de toque há uns 4 anos. “Sentia muita dor e dificuldade de urinar. Depois de fazer os exames, soube que tinha alguma alteração na próstata”. Mas não deu nada, ainda bem. “Eu nunca tive preconceito. Tem que se cuidar mesmo. Tem gente muito besta. O varzeano machão de verdade é aquele que faz exame de toque. E nunca será menos varzeano por isso”, diz.

Por mais anos de futebol

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O último dia do Várzea Azul foi marcado pela vitória do Rachão do XV de Novembro sobre o Botafogo de Guaianases por 3 a 1. De quebra, venceu o Torneio da Amizade. Em seguida, o Botafogo venceu por 1 a 0 o Sem Compromisso Água em amistoso. Depois, foi a vez de o doutor Ricardo Caponero (ao centro) conversar com os varzeanos. “São oito casos de câncer de próstata por hora”, alertou. Para o presidente do Botafogo, Itamar de Jesus, 56, o varzeano tem que se cuidar. “Quem não se cuida, está deixando de viver mais na várzea”, falou… e disse.

Por Diego Viñas, do Varzeapédia


Final 1ª Copa Festpan – Horeb FC x Família Bala FC
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Papo de Várzea

A 1ª Copa Festpan, conheceu seu campeão neste domingo. Família Bala FC / Heliópolis venceu nos penais o Horeb FC / Diadema por 4×1 e levou o caneco para Heliópolis. O jogo ocorreu no campo CEU Meninos. Confira no vídeo abaixo, essa emocionante final!

Por Carlão Carbone


Você já fez peneira? Um brasileiro foi para a Inglaterra por causa de uma
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Papo de Várzea

alexandre teixeira

Você já passou por uma peneira? Eu já. Tinha dez anos e estava buscando uma vaga em uma seleção brasileira que iria fazer alguns jogos nos EUA. Lembro como se fosse hoje: joguei na lateral direita, toquei na bola uma vez, acertei o meu passe, mas foi só isso, em um jogo de 30 minutos. Meus pais estavam acompanhando e devem ter ficado decepcionados com minha participação quase nula. Quando os técnicos chamaram todo mundo para o meio do campo e anunciaram os convocados, eu não estava na lista.

Sinceramente, não tinha futebol para entrar no time. O problema é que nenhum dos técnicos sabia disso. Duvido que tenham sequer me notado, esquecido na lateral direita. Peneira é coisa de meia e atacante. São eles que dominam a posse de bola, não costumam tocar para ninguém, tentam dribles e chutes que dificilmente dão certo.

Todo dia, sonhos de garotos (que são bons de bola de verdade) morrem em peneiras exatamente como essa. Gente que tinha muito mais futebol do que eu passa testes inteiros sem nem mesmo encostar na bola. “Obrigado. Não desiste. Tenta em outro lugar”. Esse modelo é complicado demais. Principalmente no Brasil, onde existe talento de seleção brasileira em cada campinho de várzea.

Bom, se os clubes não dão conta, marcas esportivas estão tentando suprir esse espaço. A Nike por exemplo, finalizou, no domingo (30), mais uma edição de sua peneira global – que começou em 2010 como “A Chance” e hoje se chama “Os procurados”.

No Brasil, 1.100 garotos enfrentaram o processo (e peneiras como essa foram feitas em mais de 30 países). Os primeiros testes são como máquinas de moer carne: quem entra inteiro, sai despedaçado. E só aqueles que unem talento extremo com muita sorte avançam. Dois garotos, um do Rio de Janeiro, um de São Paulo, foram aprovados e viajaram para a Inglaterra, para um fim de semana de treinos na Nike Academy, onde a seleção da Inglaterra costuma treinar.

O paulista era o zagueiro Kaique Teixeira. O carioca, Alexandre Teixeira. Os sobrenomes são iguais, os estilos, bem diferentes. Enquanto Kaique é um defensor clássico, daqueles que não chamam muita atenção, ao estilo Thiago Silva, Alexandre é um ponta clássico, jogador de lado de campo, driblador e incisivo. Foram dois dias de testes. Como é uma peneira, você já deve imaginar o resultado…

Alex foi aprovado. Nas palavras do técnico John Goodman, o atacante é “um garoto muito talentoso, que entende sua posição e é muito bom no um contra um”. Ao seu lado, passaram também um volante polonês, um goleiro espanhol, um atacante sueco e dois meio-campistas, um alemão e um inglês. Todos vão ficar três meses por lá, de janeiro a março do ano que vem, treinando e conhecendo novos estilos de futebol. Para o brasileiro, será uma experiência e tanto.

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Na edição do ano passado, um zagueiro nascido por aqui passou por isso. Bruno Covas superou todo esse processo e, quando voltou, assinou contrato com o Santos. Hoje, joga no time sub-20. “Ter tido essa experiência de treinar por 3 meses e jogar com toda a estrutura de clubes da Europa me trouxe uma bagagem muito importante para o meu futuro no futebol. Aprendi o idioma, conheci o jogo mais cadenciado que rola por lá, e até já sonho com as Olimpíadas 2016 aqui no Brasil”.

Eu queria ter tido uma oportunidade como essa.

Por Bruno Doro


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